09 novembro 2007

Espanha representa 12% das vendas da Abreu e sobe a 16% em 2008


Os destinos de Espanha representam 12 por cento da facturação da Agência Abreu, um peso que a empresa espera aumentar para 16 por cento até final de 2008.
O director da empresa explicou que Espanha é o mercado mais importante para a Abreu que se especializou neste produto, um trabalho agora reconhecido pelo governo espanhol com a atribuição da "Condecoração de Mérito Turístico", um prémio de cariz mundial pela primeira vez destinado a uma empresa portuguesa.
O objectivo apontado pelo director da Agência Abreu é apresentar Espanha como um destino diversificado, com base na promoção da cultura, património e gastronomia característicos de regiões e cidades, em alternativa ao sol e praia, mais divulgados entre os portugueses.
Com um investimento de cerca de 450 mil euros anuais em acções de promoção de destinos em Espanha, o operador turístico quer continuar a apostar neste país, nomeadamente em Andaluzia, que vai ser o "patrocinador oficial" da edição de 2008 da sua feira Mundo Abreu.
A empresa quer aínda aumentar o peso do destino Espanha na actividade da Abreu, para 16 por cento em 2008.
Como exemplo da presença de Espanha na oferta da Abreu, o director da empresa refere que no seu site na internet é possível obter uma confirmação imediata de 150 hotéis naquele país.
Este ano, as vendas da Abreu para Espanha rondam os 62 mil pacotes de férias.
A Agência Abreu foi fundada no Porto em 1840, por Bernardo Abreu e ainda hoje pertence à mesma família e descendentes directos, na quinta geração. A Abreu opera em Espanha desde a sua fundação, em 1840, e está representada directamente em Madrid, desde 1977, em Barcelona desde 2000, estando presentemente em processo de abertura de um novo escritório em Málaga.
Actualmente, tem 105 lojas em todo o país, incluindo em centros comerciais, apresenta várias alternativas de destinos de viagens, além de Portugal, Espanha ou Brasil, como Cuba ou República Dominicana, e acompanha a evolução das tendências dos mercados e dos consumidores, com a aposta nas vendas on-line.
Espanha assumiu-se como um dos mercados mais importantes a nível mundial, esperando-se que no ano 2008 supere a barreira dos 65 milhões de turistas estrangeiros, devido aos cerca de cinco milhões de visitantes esperados, na Exposição Universal de Zaragoza (Expo 2008). A oferta turística para a Península Ibérica está neste momento numa fase de acelerado crescimento, podendo Portugal vir a aproveitar desse facto e aumentar igualmente o seu número de visitantes em 2008.
Fonte: Agência Lusa, 5 de Novembro de 2007.

12 outubro 2007

Portugal duplica participação na Iberwine 2007, em Novembro em Madrid

Portugal assumirá particular protagonismo na feira de vinho de Madrid Iberwine 2007, em Novembro, um dos mais importantes certames do tipo, quase duplicando o espaço de exposição e de presenças. De 13 a 15 de Novembro de 2007, o "Parque Ferial Juan Carlos I" de Madrid (IFEMA) será sede da IBERWINE, a maior feira de vinhos do mundo ibérico, bem como um grande centro de negócios, no qual as transacções terão um elevado protagonismo.
O salão internacional do vinho (Madrid International Wine Fair) converteu-se num encontro imprescindível do calendário viticultor mundial. Um comité organizador de acentuado carácter internacional garante a presença dos melhores compradores do mundo. Os vinhos de toda a península Ibérica têm a oportunidade de divulgar (a nível mundial) a enorme riqueza que escondem a um elenco de compradores internacionais e também peninsulares.
A presença portuguesa deverá ocupar 345 metros quadrados no certame, quer a nível colectivo, quer a nível individual, encontrando-se nesse espaço, produtores, câmaras de comércio e denominações de origem. Os vinhos procedentes de países ibero-americanos, irão ser outra presença com destaque neste evento.
Os organizadores insistem no papel da Iberwine na promoção de vinhos ibéricos nos mercados internacionais, notando, por exemplo, o recente acordo entre este certame e a Miami Internacional Wine Fair.
Os vinhos portugueses são já conhecidos pela sua qualidade. Recentemente, o "The New York Times" elegeu um vinho português como a melhor escolha em vinhos abaixo dos 10 dólares, cerca de sete euros. O "Padre Pedro", da Casa Cadaval é produzido no Ribatejo e conquistou os jornalistas do prestigiado jornal norte-americano. Para além disso, quatro vinhos portugueses fazem parte da lista dos 100 melhores vinhos do ano da influente revista norte-americana "Wine & Spirits". Entre os quatro destacados estão três vinhos do Porto. O melhor vinho português foi o da Quinta do Crasto Douro Reserva 2004, em segundo lugar, os vinhos Taylor Fladgate Porto Vargellas 2004 e o Taylor Fladgate Porto Vargellas Vinha Velha 2004. Em quarto lugar surge o Quinta do Feital Vinho Verde Dourado Alvarinho 2005.
Mais do que uma aposta na divulgação da qualidade dos vinhos portugueses no exterior, a presença neste evento deverá servir igualmente para reforçar as relações comerciais com os países importadores de vinho e desta forma aumentar as exportações do mesmo e reforçar a imagem de Portugal como país de origem.
http://www.fairstv.com/feria_ficha/Iberwine+2007/ief460/?lang=POR

Fonte: Agência LUSA, 18 de Setembro de 2007.

Espanhóis só associam cinco marcas a Portugal

Segundo um estudo elaborado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso Espanhola, as marcas que os espanhóis associam a Portugal são a Caixa Geral de Depósitos, a Galp, Banco Espírito Santo (BES), Delta e Luís Simões.
Os espanhóis têm uma forte apetência para comprarem marcas nacionais em detrimento das estrangeiras, mas no caso das portuguesas identificam a CGD, BES, Galp, Delta e Luís Simões com o país de origem, destaca o mais recente estudo elaborado por esta Câmara de Comércio.
O trabalho, que identificou 400 empresas lusas em território espanhol, permitiu reunir entre 2004 a 2006 os dados detalhados de 180 destas empresas.
Segundo o estudo, só entre as cinco maiores empresas portuguesas em Espanha representam aproximadamente três quartos (72 por cento) do volume de facturação do conjunto das 180 empresas cujos indicadores foi possível recolher.
Assim, ao nível da facturação, estas cinco empresas facturaram 7,9 mil milhões de euros em 2006. O "ranking" das cinco maiores empresas portuguesas em Espanha é liderado pela Galp Energia, com um volume de negócios de 2,5 mil milhões de euros.
Seguem-se a Hidrocantábrica Del Cantábrico, do grupo EDP com 2,1 mil milhões de euros e da Tafisa, do grupo Sonae com 1,7 mil milhões de euros de facturação.
Na quarta posição aparece a Cimpor Inversiones - grupo Cimpor, com uma facturação de 1,13 mil milhões de euros, seguida pela Sovena Ibérica de Aceites (grupo Nutrinveste), com um volume de negócios da ordem dos 476 milhões de euros no ano passado.
Cada português compra a Espanha anualmente cerca de 1.500 euros e vende 873 euros, sendo que Portugal representa para Espanha o seu quarto mercado receptor de produtos e bens e o seu oitavo fornecedor.
Os bens mais transaccionados entre estes países, quer de um lado quer de outro, são produtos da indústria auxiliar mecânica e da construção e os bens de tecnologia industrial, salienta o estudo. A confecção e a moda estão entre o terceiro e o quarto lugar entre os produtos mais transaccionados entre os dois países, a que não é alheia a existência dos grupos espanhóis Inditex e El Corte Inglês. Na área financeira os bancos portugueses têm uma quota de mercado de 0,5 por cento, enquanto os espanhóis têm uma posição no mercado português da ordem dos 15 por cento.
De facto, estas cinco marcas identificadas pelos consumidores espanhóis, como sendo representativas da imagem do país de origem Portugal, são algumas das marcas portuguesas mais fortemente internacionalizadas e cujo esforço que efecturam na sua promoção no exterior, tem sido reconhecido pelo sucesso alcançado nas respectivas áreas de actividade. Seria desejável no entanto que em vez de cinco marcas, o número fosse bastante superior bem como o número de empresas portuguesas presentes em Espanha e que os incentivos à exportação e promoção das empresas no exterior fossem maiores. Pois assim, o número de exportações aumentaria, a imagem de Portugal no exterior seria optimizada e os empresários poderiam adquirir mais confiança.
http://www.icep.pt/CmsAPI/AICEP/index.html
Fonte: "Agência LUSA", 11 de Outubro de 2007.

05 setembro 2007

Turistas estrangeiros gastam em média 837 Euros em Espanha

Embora a duração da estadia dos turistas estrangeiros em Espanha tenha diminuido, o gasto total dos mesmos aumentou 3,1% nos sete primeiros meses do ano, aumentando o montante gasto por turista em 1,1%.
A sondagem de gasto turístico do Ministério de Indústria, Turismo e Comércio revela que os visitantes estrangeiros reduziram a sua estadia em cerca de 3,1% em relação ao ano passado. A despesa total dos estrangeiros até Julho deste ano foi de 27.545 milhões de euros, cerca de 837 euros por pessoa, pelo que o gasto médio diário dos turistas aumentou 92 euros, 4,4% mais. No entanto, a sua estadia teve a duração de 9 dias.
Por outro lado, no mês de Julho, o gasto total dos turistas estrangeiros atingiu o valor de 6.519 millhões de euros, 3,5% acima do que em igual período do ano passado. O gasto médio efectuado por turista aumentou 1,7%, ascendendo aos 867 euros. O gasto médio diário foi de 90 euros, 7,1% mais, enquanto que a duração média da estadia foi 6,2% inferior, com a duração de 10 noites.
Os turistas europeus destacaram-se dos restantes, representando 86,8% do gasto total de Julho, em especial provenientes do Reino Unido e Alemanha, efectuando 42,9% da receita total. Ambos os países gastaram menos do que há um ano. O terceiro país foi França, que ao contrário dos restantes, aumentou a sua despesa.
O Secretário de Estado do Turismo afirma que o retrocesso dos pacotes turísticos, junto com o aumento dos gastos diários por turista e a redução do tempo de permanência são tendências que se têm vindo a observar em toda a Espanha e a nível mundial.
Para além disso, em 2008 Espanha irá acolher a Exposição Universal de Zaragoza (Expo 2008), sendo esperados cerca de cinco milhões de visitantes, segundo dados divulgados por fontes ligadas ao sector do Turismo, o que irá superar a barreira dos 65 milhões de visitantes em 2008.
Fonte: "Revista Capital/Madrid", 31 de Agosto de 2007.

28 julho 2007

Pactos de la Moncloa e Toledo lançaram milagre económico espanhol

Faleceu recentemente Enrique Fuentes Quintana o “pai económico” dos Pactos de la Moncloa, que formaram os alicerces do milagre económico espanhol. Os Pactos de la Moncloa de 1977, com os dois componentes, político e económico.

Os Pactos nasceram da necessidade de uma concertação integral para o desenvolvimento de um país em crise. Foram subscritos por todos os partidos políticos com representação parlamentar e sancionados por unanimidade no parlamento.

O Programa permitiu alcançar os objectivos fixados, servindo para conter as exigências dos trabalhadores e conciliar os diversos interesses. O crescimento espanhol tem estado acima da média europeia, com elevada criação de emprego. Assim, Espanha tornou-se num dos países mais bem sucedidos nos últimos 25 anos graças ao “espíritu de responsabilidad” acordado nos Pactos de la Moncloa.

Com o Pacto de Toledo em 1995, os espanhóis recorreram de novo ao consenso politico e social alargado para assegurar a sustentabilidade da Segurança Social espanhola. O relatório de 15 recomendações foi aprovado em parlamento quase por unanimidade e o pacto foi mantido apesar da alternância de partido no poder.

A situação financeira do sistema de pensões melhorou notoriamente desde 1995 o que confirma a inteligência da decisão de considerar a reforma das pensões como uma questão de Estado. Em 1994, havia apenas 1,74 trabalhadores espanhóis a contribuir por cada pensionista a receber, enquanto em 2003-4 o rácio tinha melhorado para 2,46.

Espanha não é o único país de sucesso que tem recorrido a “pactos de regime” para as grandes reformas estruturais. Podem ver-se os exemplos da Irlanda e Finlândia no pelotão da frente

E Portugal, até quando vai continuar na fim da fila?

VER: http://www.usmr.ccoo.es/Publicaciones/Documentacion/pactotoledo/queespactotoledo.htm

http://www.elmundo.es/sudinero/noticias/act-33-5.html

http://www.cincodias.com/articulo/opinion/renovacion/Pacto/Toledo/cdsopiE00/20030610cdscdiopi_4/Tes/

http://www.vespito.net/historia/transi/pactos.html

http://www.vespito.net/historia/transi/economft.html

13 junho 2007

Moda espanhola, todos para New York e em força

Numa acção de marketing colectiva concentrada no bairro nova-iorquino de Soho para criar mais impacto, as principais marcas de moda espanhola tais como Agatha Ruiz de la Prada, Custo Barcelona, Jaime Mascaró, Cmpaer e Tous.

Nova Iorque é um mercado imprescindível mas difícil de penetrar. As marcas juntaram-se, com o apoio da Câmara de Comércio Espanhola em New York, o instituto de comércio exterior de Espanha, a fim de ganhar massa crítica e economias de escala.

Um exemplo a estudar e talvez a imitar.

12 junho 2007

Os espanhóis têm mais dias de férias do que a média europeia, 36 dias anuais

Os trabalhadores espanhóis disfrutam de 36 dias de férias por ano: 22 dias laborais por ser o minímo legal, mais 14 feriados (nacionais, regionais e locais), enquanto que a média europeia é de 34 dias.
Estas são algumas conclusões do Guia Mundial de Benefícios e Emprego, realizada pela consultora "Mercer Human Resource Consulting".
As férias dos trabalhadores na Europa podem divergir dos 16 dias, dependendo do país onde vivem. O período total de férias, somando o período legal minímo de férias e os feriados (nacionais, regionais e locais), oscila entre os 44 dias nalguns países e 28 noutros.
A média baseia-se nos dias minímos de férias de um trabalhador que trabalha cinco dias por semana, com pelo menos dez anos de serviço. A média de férias (minímo legal + feriados) é de 34 dias na União Europeia, com poucas diferenças entre a Europa Oriental e Ocidental. Os trabalhadores da Finlândia, que são líderes do ranking, dispõem de 44 dias de férias, enquanto que os da França e Lituânia têm 40 dias. Espanha encontra-se acima da média europeia, com 36 dias de férias: 22 dias laborais e 14 feriados. No outro extremo do ranking, encontram-se os trabalhadores do Reino Unido, Países Baixos e Roménia, com apenas 28 dias de férias. Ao todo, entre férias e feriados os portugueses gozam, em média, 34 dias anuais, encontrando-se dentro da média europeia.
O número minímo de dias de férias anuais na União Europeia, oscila entre os 20 e os 30 dias laborais. Os países que concedem apenas 20 dias (o minímo permitido na União Europeia) são a Bélgica, Irlanda, Itália, Países Baixos e Reino Unido. Por seu lado, a Finlândia e a França concedem 30 dias. A média da União Europeia é de 23 dias.
Dentro da União Europeia existe um elevado número de dias que são considerados feriados nacionais, embora estes dias nem sempre coincidam nos vários países. A estes dias somam-se os feriados regionais e locais. Por outro lado, existem igualmente diferenças no que diz respeito ao usufruto dos feriados. Embora, os trabalhadores possam disfrutar desses dias por lei, isso não acontece em países como a França, Suécia ou Reino Unido. As empresas destes países concedem, no geral, os dias de feriado nacional, podendo no entanto pedir aos trabalhadores que trabalhem nesses dias ou que os utilizem como parte do seu período de férias anual.
Para além do período de férias anual e dos dias de feriado nacional, regional e local, em muitos países como Espanha, as empresas têm aínda o dever de conceder licenças especiais de maternidade, paternidade, nascimento de um filho, falecimento, acidente ou doença grave de familiares, mudança de domicílio, entre outros. Mesmo nos casos em que não existe obrigação por lei, um elevado números de empresas concede licenças adicionais devido a circunstâncias especiais.
Isto comprova que as economias avançadas do Norte da Europa trabalham menos dias, mas conseguem, ainda assim, ser mais tecnológicas e competitivas.

Fonte: "Revista Capital/MADRID", 4 de Junho de 2007.