20 dezembro 2006

Portugal está abaixo de Espanha em produtividade

De acordo com o relatório de 2006 sobre a Competitividade apresentado pela Comissão Europeia, Portugal foi um dos três países da União Europeia onde o crescimento médio da produtividade laboral foi pior no período 2000-2005. O documento revela que a produtividade em Portugal cresceu menos de 0,5 por cento, abaixo da média europeia (entre 1 e 2 por cento). Trata-se do terceiro pior desempenho, apenas melhor que Malta e Luxemburgo, os quais registam, apesar disso, bons índices de produtividade definida como percentagem do PIB por empregado. O rácio entre o PIB e cada trabalhador para Portugal situa-se entre 60 e 70 por cento da média europeia - um valor superior a apenas seis países da UE-25 e inferior aos de Espanha, Chipre e Eslovénia.Os valores mais altos registam-se no Luxemburgo (mais de 140 por cento), Holanda, Irlanda, França, Alemanha, Bélgica e Áustria. Letónia, Estónia, Lituânia, Hungria, República Eslovaca e Grécia são os países onde a produtividade laboral mais cresceu nos últimos cinco anos.
A Comissão não especifica as causas concretas do desempenho de cada país mas dá conselhos sobre a melhor maneira de reforçar a competitividade e aumentar o crescimento e o emprego, como sejam, liberalizar os mercados de energia, reduzir barreiras administrativas e investir mais na inovação. Domínios em que os indicadores de desempenho portugueses não são os melhores, segundo o relatório, no qual Portugal aparece referenciado no grupo de países com um baixo grau de interconexão da rede eléctrica e de geradores/fornecedores activos. A Comissão calcula que a economia portuguesa pode crescer uns 1,5 a 2% adicionais se o país reduzir em 25% a carga administrativa sobre as empresas. Tal como Espanha, Itália, Lituânia, Polónia e República Eslovaca, Portugal integra o grupo dos estados com os quadros regulamentares mais restritivos. Em matéria de competitividade no sector das tecnologias de informação e comunicação, que Bruxelas considera estratégico, Portugal surge muito atrás da maioria dos países da UE-25. O seu indicador relativo à percentagem de exportações nos anos 1995-2004, abaixo de 0,5%, manteve-se inalterado durante todo o período. Pior só a República Eslovaca, Malta e Estónia (a Comissão não dispõe de dados para Grécia, Lituânia, Letónia e Chipre).
Como é sabido, Portugal necessita de melhorar a sua competitividade e para isso tem de melhorar a produtividade a par com políticas que promovam uma maior flexibilidade salarial e diminuição da carga administrativa, o que pode promover um maior ajustamento entre Portugal e os restantes Estados membros.
Em paralelo, a Comissão Europeia avaliou positivamente em Dezembro deste ano o relatório de progresso da implementação do Programa Nacional de Acção para o Crescimento e o Emprego (PNACE2005/2008)
Fonte: Jornal de Notícias (5 de Dezembro de 2006)

07 dezembro 2006

Espanha, Reino Unido, França e Alemanha devem ser apostas estratégicas para Portugal

A estratégia de desenvolvimento do turismo português deverá passar pela aposta em quatro mercados prioritários (Reino Unido, França, Alemanha e Espanha), defende um estudo da consultora Roland Berger, que traça linhas fundamentais de actuação para o sector.
O estudo, apresentado durante a conferência "Thinknomics", promovida pelo Ministério da Economia, considera fundamental que Portugal reforce as acessibilidades aéreas com as cidades/regiões com maior potencial turístico em cada mercado.
Além de identificar (nos quatro mercados prioritários) ligações aéreas directas internacionais com destino a Lisboa que deverão ser promovidas e expandidas, a consultora aponta, no caso alemão, a necessidade de criar quatro novas ligações directas (Berlim, Hamburgo, Hannover e Dortmund).
No Reino Unido, Portugal deverá apostar em ligações directas com as cidades inglesas de Birmingham e Liverpool e as escocesas Edimburgo e Glasgow.
Além dos mercados estratégicos, a Roland Berger destaca um conjunto de mercados que Portugal deverá tentar desenvolver (Irlanda, Escandinávia, Bélgica, Holanda, Estados Unidos, Itália, Brasil e Japão) e outros oito em que deverá existir uma aposta de crescimento.
São eles o Canadá, Rússia, Suiça, Áustria, China, Hungria, República Checa e Polónia, conclui a consultora.
Além da definição dos mercados estratégicos, este estudo elenca outras medidas que deverão nortear os esforços de desenvolvimento do sector turístico português.
Entre elas a necessidade de dinamizar o canal Internet na promoção do turismo nacional e enfoque no relacionamento com os principais operadores e agências de cada mercado.
A qualificação de serviços e recursos humanos e a criação de uma cultura de profissionalismo e qualidade de serviço deverá ser outra das apostas.
A Roland Berger advoga ainda a dinamização de um calendário de eventos que assegure a notoriedade, a construção dos destinos e o enriquecimento da experiência do turista.
Outro dos esforços deverá passar pelo desenvolvimento de novos pólos turísticos, diversificando a oferta em termos geográficos, refere o estudo.

Este estudo aponta novos horizontes para o sector do turismo em Portugal, reforçando a aposta em quatro países que tradicionalmente são fornecedores de turistas para o nosso país, como é o caso da Espanha, o principal, Reino Unido, França e Alemanha, que embora constituam uma fatia importante dos turistas que entram em Portugal, por vezes optam por visitar Espanha em detrimento de Portugal. Desta forma, Portugal deve continuar a apostar numa boa oferta turística, mais ampla e com maior qualidade a fim de poder cativar os turistas que se deslocam ao país vizinho, aumentando a sua estadia com uma incursão a Portugal.
Segundo dados do INE (Espanha e Portugal), o número total de dormidas de estrangeiros em Portugal de Janeiro a Setembro de 2006 foi de 20752. Contrastando com Espanha, que no período de Janeiro a Outubro de 2006, nas oito principais regiões turísticas (Costa de Alicante, Costa Brava, Costa Cálida, Costa del Sol, Costa Valenciana, Palma-Calvia, Sur de las Palmas e Sur de Tenerife) a taxa de ocupação hoteleira atingiu um total de 950 630.
Ver artigo "Ibéria atinge 10,6 % da receita mundial de turismo"
http://mercadoespanhol.blogspot.com/2006/04/ibria-atinge-106-da-receita-mundial-de.html

Fonte: Agência Lusa (2 Novembro de 2006)

29 novembro 2006

Portugal e Espanha assinam acordo para troca de informação fiscal

A Administração Fiscal portuguesa e a sua congénere espanhola, Agencia Tributaria, celebraram um acordo relativo a um instrumento transfronteiriço de troca directa de informação fiscal, com o objectivo de intensificar a assistência administrativa entre os dois países. A parceria vai realizar-se através de uma maior cooperação entre os serviços fiscais da zona transfronteiriça luso-espanhola e através de troca de informação.
O acordo abrange a troca de informação em matéria do IVA e Impostos sobre o Rendimento e aplica-se aos serviços regionais de ambos os países localizados naquela zona transfronteiriça. No caso português, os serviços abrangidos são as Direcções de Finanças de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja e Faro, enquanto do lado espanhol ficam abarcados por este acordo os Serviços da Delegação Especial da AEAT na Galiza, Castela e Leão, Estremadura e Andaluzia.
Os ‘alvos’ são sobretudo empresas que deslocalizam a sua actividade para qualquer um dos territórios transfronteiriços, com prejuízo para o respectivo país de residência, empresas que operam em sectores de actividade considerados de risco, como transportadoras, estabelecimentos de diversão, empresas de construção e de comércio de materiais de construção e empresas que estão envolvidas em redes de fraude ao IVA.
O acordo vai traduzir-se numa maior agilização e celeridade dessa troca, permitindo desta forma uma intervenção mais rápida e atempada dos serviços de ambas as administrações que actuam nas zonas transfronteiriças, designadamente no que respeita à detecção e actuação relativamente a situações de fraude e evasão fiscais.
Este acordo, segundo as Finanças, insere-se no conjunto de medidas que, desde 2005, têm vindo a ser adoptadas para combater a evasão ao IVA motivada pelo diferencial de taxas existentes entre os dois países.
Esta medida é bastante positiva pois favorece a transparência fiscal das empresas que actuam nos dois países, tentando assim evitar prejuízo para o país de onde as empresas deslocalizaram, combatendo desta forma a fraude e evasão fiscal.

17 novembro 2006

"Euromunicípios" fortalecem laços entre Portugal e Espanha

No decorrer de mais um Encontro Ibérico "Ágora 2006", que já vai na sétima edição, tendo este ano decorrido em Cáceres, falou-se na criação de euromunicípios ou eurocidades com regiões portuguesas e espanholas. Esta iniciativa tem como objectivo promover o desenvolvimento da zona transfronteiriça entre os dois países. Neste mesmo encontro, o Presidente da Junta da Extremadura espanhola referiu que as populações fronteiriças dos dois países devem aproveitar cada vez mais sinergias quer para fomentar laços bilaterais quer para conseguir desenvolver juntos projectos que consigam apoio financeiro de Bruxelas.
No Fórum Ibérico "Ágora 2006", estiveram aínda presentes destacadas personalidades políticas, culturais e sociais dos dois países, as quais se reuniram para uma melhor compreensão da realidade dos mesmos e assim poder contribuir para o fortalecimento dos laços bilaterais, apostando numa maior cooperação transfronteiriça.

A União Europeia conta actualmente com mais de uma centena de eurocidades.
Este não é um conceito novo, tendo sido criadas em 1986 na cidade de Roterdão as então designadas "Eurocidades", definidas como a maior rede de representação das grandes metrópoles da Europa. Actualmente são mais de 100 as eurocidades que representam 31 países do velho continente, entre elas San Sebastián e Barcelona- a cidade catalã é uma das seis cidades co-fundadoras, juntamente com Lyon, Birmingham, Frankfurt, Milão e Roterdão.
Os objectivos que estão na base deste conceito são, o intercâmbio de experiências, a criação de um grupo de pressão sobre as instituições europeias para que se reconheça a sua importância urbana nas políticas europeias, bem como estreitar os vínculos entre os cidadãos que fazem parte das mesmas.

Se tivermos em consideração as recentes sondagens que demonstram a receptividade dos portugueses e dos espanhóis para a criação de um só Estado que represente Portugal e Espanha, neste caso estamos a falar de fusões em menor escala. As quais podem contemplar por exemplo numa primeira fase Badajoz e Elvas, tendo-se verificado no passado opiniões a favor desta união. A criação de euromunícipios entre cidades e localidades transfronteiriças pode de facto ser vantajosa para ambos os países, em termos de estratégias de desenvolvimento e na obtenção de apoios por parte de Bruxelas.

Ver artigo abaixo "Sétima Edição do Fórum Ibérico Ágora 2006"
http://mercadoespanhol.blogspot.com/2006/11/stima-edio-do-frum-ibrico-gora-2006-23.html
http://blogs.hoy.es/index.php/espanha/2006/10/23/cooperacao_entre_a_extremadura_e_portuga http://www.elperiodicoextremadura.com/noticias/noticia.asp?pkid=266480
http://www.esaelvas.pt/europedirect/ (Portugal e Espanha- 20 anos de integração na Europa)
http://www.reine.org.es/noticias.php
http://www.eixoatlantico.com/
http://www.jornalaberto.com/template_permalink.asp?id=383

Fonte: Agência LUSA (23 OPutubro de 2006).

16 novembro 2006

Nova Câmara de Comérico Portugal-Espanha no Porto

Embaixada de Espanha em Portugal


Portugal e Espanha constituíram uma nova Câmara de Comércio (CCPE), com sede no Porto, para promover a cooperação de carácter económico, financeiro, científico e cultural entre os dois países.
Segundo a directora da empresa responsável pela constituição da CCPE, a Spanish Ready Mades (empresa especializada na constituição de sociedades espanholas), a nova sociedade pretende facilitar as relações entre industriais e empresários portugueses e espanhóis, favorecendo o desenvolvimento dos seus negócios e as transferências de tecnologia.
Para além disso, a Câmara de Comércio Portugal-Espanha ficará vocacionada para prestar serviços, informações e assistência aos agentes económicos e culturais no contexto das relações entre Portugal e Espanha.
Referindo aínda que o objectivo por detrás da constituição da CCPE é criar um 'interface' não só a nível económico, mas também a todo um conjunto de outros níveis, que apoie a expansão de ambos os mercados no caminho da solidez económica e de uma verdadeira realidade ibérica.
Por outro lado, a nova câmara de comércio - segunda no país - pretende também manter contactos com as autoridades públicas e privadas, entidades e associações económicas dos dois países para tudo o que possa interessar ao intercâmbio luso- espanhol.
Entre outras actividades, a Câmara organizará conferências, reuniões, congressos, feiras e exposições e editará publicações periódicas contendo dados de interesse sobre os dois mercados, procurando e oferecendo mercadorias e representações formuladas por operadores dos dois países.
No âmbito do trabalho desenvolvido na criação da CCPE em termos de cooperação entre os dois países, decorreu uma Feira Internacional de Negócios, no dia 21 de Outubro de 2006 no Centro de Congressos e Exposições Alfândega do Porto.
Na feira, organizada pela Comissão Europeia, em conjunto com a Confederação Europeia das PME e pela Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas, estarão representados mais de 30 países.

Ver artigo abaixo sobre o Instituto Ibérico de Braga
http://www.i-gov.org/index.php?article=986&visual=2&id=52&subject=77
http://www.pme.online.pt/noticias/?tipo=1&p=7
http://www.mityc.es/es-ES/index.htm

Fonte: Agência Lusa (20/10/2006).

06 novembro 2006

Eventos - Portugal e Espanha 20 anos após Adesão, 16-17 Nov

As experiências de Portugal e Espanha nos 20 anos após a adesão à Comunidade Europeia em 1986 vai estar em análise nesta XXIV Conferência organizada pelo Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais:

Data: 16-17 Nov
Lugar: Fundação Gulbenkian
Inscrições: mid@ieei.pt até 10-Nov

A abertura conta com a presencia do Ministro de Negócios Estrangeiros Luis Amado, e as sessões vão abordar o contributo de Espanha e Portugal para a integração europeia e a posição no mundo, a transição democrática e a integração ibérica, especialmente a nível de transportes.
Seria importante também analisar a integração e evolução das duas economias ibéricas neste período e as tendências do comércio bilateral Portugal-Espanha.

Ver "Nuestros Proveedores vs. Nuestros Clientes", Mariana Abrantes de Sousa, Economia Pura, Dez-2005

21 outubro 2006

Empresas franchisadas apresentam conceitos em Espanha

No âmbito do projecto de apoio à internacionalização das marcas portuguesas, desenvolvido pela Associação Portuguesa de Franchise (APF) e pelo ICEP, no âmbito do Prime, a próxima acção a ter lugar depois da missão Brasil será a missão à Feira de Franchising da Espanha, a decorrer no "SIF & Co" - Salon Internacioal de Ia Franquicia, em Valência, entre 26 e 28 de Outubro. Esta missão destina-se a marcas ou conceitos de origem portuguesa a operar em franchising e que pretendam procurar parceiros para desenvolver a expansão para o mercado espanhol bem como efectuar uma primeira abordagem ao mercado.
Algumas das empresas que irão estar presentes neste certame são:
- Peter Murray
- Associação Portuguesa de Franchising
- Instituto de Formação em Franchising (IIF)
- JN Flight Solutions
- Sampaio Entertainment
- Habicast Imobiliária
- Veigas & Veigas
- Cashouse
- TV Show
- Clínicas Persona
- Infofranchise

Para o presidente da Associação Portuguesa de Franchising (APF), Espanha e o Brasil surgem como mercados de expansão natural. Espanha, apesar de ser um mercado concorrencial, é quase obrigatória em qualquer projecto nacional com ambição. De acordo com a directora de inovação e franchising do Icep, o mercado espanhol é fundamental no processo de desenvolvimento dos conceitos portugueses de franchising. O mercado espanhol representou, em 2005, cerca de 18 mil milhões de euros de facturação, sendo o país que apresenta o maior nível de crescimento ao nível do mercado de franchising, tendo já ultrapassado a Inglaterra e a França.
ABF Expo 2006, principal evento de franquias da América Latina
Ver artigo "Oportunidades de Franchising em Espanha"
http://mercadoespanhol.blogspot.com/2006/04/oportunidades-de-franchising-em.html
Asociación Española de Franquiciadores
http://www.franquiciadores.com/
http://www.franchising.pt/portal/site/varios/trabalho/frch2a.asp
http://www.apfranchise.org/docs/franchising_espanha.pdf
No contexto actual é uma necessidade para as marcas nacionais a expansão para outros mercados, para que possam ganhar dimensão e ser competitivas. Nesta área de negócio, franching, Espanha é o país que apresenta maior nível de crescimento de franchising a nível europeu, sendo por isso um mercado bastante atractivo e constituindo uma óptima oportunidade de negócio para as empresas portuguesas.

Fonte: Câmara de Comércio e Indústria Luso Espanhola (20 Outubro de 2006)

14 outubro 2006

Bragança mais perto do Mercado Espanhol

Para alguns empresários transmontanos, Madrid a 350 kms e €20, de portagens fica mais "perto" do que o Porto, a 250 kms mas quase €50 de portagens.

O Mercado Espanhol, de mais de 42 milhões de consumidores residentes e cerca de 60 milhões de visitantes, absorve quantidades muito maiores que Portugal, por exemplo cerca de 30 toneladas de cogumelos, segundo disse Amadeu Ferreira, transmontanto e vice-presidente da CNVM na recente conferência regional do ciclo Diário Económico / Caixa Geral de Depósitos.

Ainda bém que os empresários de Bragança estão a descobrir o grande mercado a leste, aqui mesmo ao lado, o Mercado Espanhol .

PARABÉNS !

A próxima cidade a contar com uma destas conferências regionais será Coimbra, vamos ver que novo mercado conseguem descobrir.

Ver Cavaco em Espanha
Ver artigo sobre a Conferência DE/CGD em Bragança

13 outubro 2006

Espanha é o país da UE onde se fazem mais operações de estética

Em Espanha, uma média de 882 pessoas submetem-se diariamente a uma operação de cirurgia plástica. Este é o país da União Europeia onde se realiza o maior número de intervenções deste tipo, 300 mil.
A revelação foi feita pela Sociedade Espanhola de Cirurgia Plástica, no âmbito da visita ao país de um dos mais famosos nomes da especialidade, o brasileiro Ivo Pitanguy, que se deslocou a Espanha para ser nomeado membro honorífico do Colégio dos Médicos de Madrid.
O médico brasileiro criticou o facto da sociedade contemporânea estar a exagerar o culto da beleza, pondo-a acima do espírito e da inteligência, embora isso não seja culpa da cirurgia plástica, mas sim do marketing e da moda.
Pitanguy, agora com 80 anos, é um dos grandes cirurgiões plásticos em todo o mundo - já realizou 30 mil operações. Operou artistas como Sofia Loren, Elizabeth Taylor ou Úrsula Andress.
De facto, o Brasil é um dos países campeões em número de operações estéticas, e os seus médicos da especialidade, os mais respeitados internacionalmente. É o segundo país com o maior número de cirurgias plásticas realizadas, perdendo apenas para os Estados Unidos. Em 2003, foram mais de 621 mil cirurgias. A cirurgia plástica no Brasil cresce em progressão geométrica. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a média é de 500 mil cirurgias por ano.
Em 2005, os americanos gastaram cerca de US$ 12,4 bilhões, sendo que os brasileiros se encontravam perto desse número.

Fonte: Agência Lusa (29 de Setembro de 2006).

15 agosto 2006

Portugal the Florida of Europe

Espera-se que cerca de 2.000.000 europeus reformados (do norte) venham a instalar-se nos países do sul da Europa, segundo Gilberto Jordan um promotor imobiliário português que pertence ao Resort Development committee of the Urban Land Institute, muitos deles em Espanha e Portugal. Diz-se que a costa espanhola está a ficar como Miami devido ao boom imobiliário e alguns "pueblos" já têm mais residentes estrangeiros que espanhois.

A feira de imobiliário SIMA06 em Madrid foi o palco de centenas de compra-vendas, muitas delas com compradores estrangeiros.

Os reformados mais abastados escolhem centros maiores que lhe proporcionam uma terceira idade activa, com sol, praia, marinas, golfe, caminhadas, cultura e convivio social com outros "nortenhos". Outros preferem a vida mais pacata em vilas e até aldeias, reconstroiem casas em ruinas e convivem mais com a população local.

A Espanha apresenta-se como a "Florida da Europa", mas Portugal tem um potencial para o turismo menos massificado.

O Sr Alfred Hoffman, o actual Embaixador dos Estados Unidos em Lisboa pretende ajudar a partilhar as experiências paralelas de Portugal e Florida organizando uma missão à Florida "the Sunshine State" de uma delegação composta por executivos e académicos portugueses, e incluindo o Embaixador de Portugal em Washington Dr Pedro Catarino.
A economia da Florida depende bastante do turismo (60 milhões de visitantes por ano para 17 milhões de residentes) e dos residentes sénior provenientes de outros estados americanos e do Canada, conhecidos como "snowbirds". Em comparação, a Espanha recebe 60 milhões de visitantes para 42 milhões de população, e Portugal recebe cerca de 15 milhões para 10 milhões de visitantes. Temos provavelmente muito que fazer para igualar a promoção turistica da Florida.
A Florida os grandes parques temáticos como o Disney World e o Sea World, boas universidades, injustamente conhecidas como "Surfer U", os laranjais e o Kennedy Space Center no Cape Canaveral para quiser explorar outra órbita. Até oferecem bolsas de estudo a surfistas ! Valia a pena investigar pois a água deve ser bem mais quente que a do Guincho.
Em Lisboa já temos o Oceanário que é um dos locais mais visitados de Portugal, que recebeu a visita de Bill Gates e o filho Rory de 6 anos em Julho.
Eis uma ponto a favor de Portugal:
Até os multi-multi-milionários podem comungar, incógnitos, com os peixinhos !

08 agosto 2006

10 mil alunos optam pela disciplina de Espanhol

De acordo com notícia divulgada pela Agência Lusa em 13 de Julho de 2006, o número de alunos que optam pela língua espanhola nas escolas portuguesas duplicou nos últimos dois anos lectivos, atingindo já mais de 10 mil, de acordo com dados de um conselheiro da embaixada de Espanha.
Segundo o conselheiro da embaixada, a opção pelo castelhano resulta de um novo espírito de abertura da nova geração. Referindo aínda que, o ensino do castelhano nas escolas básicas e secundárias, que começou em 1991, com 30 alunos e três professores, já conta com 10.230 alunos e 204 professores.
As preocupações laborais são uma das principais explicações sobre a opção pelo Espanhol.
Segundo o conselheiro, o clima político entre os dois países também ajuda à existência de condições favoráveis à aprendizagem mútua das duas línguas.
Para além disso, o conselheiro garante aínda que o interesse pelo Português é crescente entre os jovens espanhóis e que nas escolas superiores de línguas do país vizinho já não há vagas para a disciplina de Português. O mesmo adiantou que , só em Badajoz há 9.000 alunos de Português, no ensino oficial e não oficial, acrescentando que o fenómeno se estende por todo o território do seu país. O interesse pelas línguas "do vizinho" é maior nas zonas de fronteira, sobretudo entre o Minho e a Galiza, assim como nas regiões entre o Algarve e a Andaluzia.

Este fenómeno revela-se bastante importante numa altura em que o mercado ibérico se começa a desenvolver, podendo ser um enorme trunfo para as gerações futuras que irão desenvolver a sua actividade profissional neste mercado, bem como para todos os agentes económicos que dele fazem parte e para a divulgação do ensino de ambas as línguas além fronteiras.


07 agosto 2006

Marcas espanholas apostam em embaixadores

O Fórum de Marcas, Marketing e Brand Building, que decorreu nos dias 20 e 21 de Junho organizado pela Associação Industrial Portuguesa (AIP), teve como foco principal a importância das marcas e a diferença entre o marketing e a gestão de marcas portuguesas e espanholas. Concluiu-se que as marcas são o principal activo das empresas, por isso é preciso protegê-las e difundi-las. A opinião dos especialistas é que Espanha faz melhor trabalho do que Portugal.
O CEO da consultora de marcas MyBrand, disse que em Portugal e em Espanha as sociedades civis organizaram-se de formas completamente diferentes e explicou que formas são essas: "enquanto em Espanha se criou o conceito de marcas renombradas, com uma associação que as defende, e se nomearam embaixadores das marcas; em Portugal, fomos pedir ao Estado que nos organizasse e que pusesse um carimbo nas nossas marcas para as certificar, o que não constrói significado algum".
O conceito de marcas renombradas em Espanha, aparece por oposição ao conceito Marca Portugal, da responsabilidade do Instituto das Empresas para os Mercados Externos (ICEP), com o qual este organismo certifica as marcas que considera dignas de distinção.
Nestas incluem-se por exemplo, a marca de vestuário infantil, Petit Patapon, a marca de calçado, Fly London e a marca de peças em vidro da Marinha Grande, MGlass. Quanto ao caso espanhol, as marcas renombradas, isto é, marcas de renome estão organizadas numa Associação, a Asociación de Marcas Renombradas Españolas (AMRE). Para difundir estas marcas, principalmente nos mercados externos, a AMRE recruta as instituições estatais envolvidas nesta matéria, as próprias empresas que fazem parte da associação e personalidades da sociedade civil. Para que uma empresa possa fazer parte da AMRE, tem, entre outros requisitos, que ser líder no seu sector e que ter uma ampla presença em mercados externos.

Marcas portuguesas certificadas pelo ICEP
- Água do Luso
- Atlantis
- Compal
- Delta
- Fly London
- Galp
- Logoplaste
- MGlass
- Petit Patapon
- Tap
- Via Verde
- Lanidor

Marcas espanholas renombradas
- Adolfo Dominguez
- BBVA
- Campofrio Alimentación
- El Corte Inglés
- F.C. Barcelona
- Grupo Cortefiel
- Grupo Santander
- Hola
- Iberdrola
- Iberia
- Telefonica

http://www.mybrand.pt/noticias/artigos/MyBrand_Forum%20_AIP.pdf
http://www.microsoft.com/spain/empresas/marketing/marca_españa.mspx

Esta informação teve como fonte o Jornal "Semanário Económico", edição de dia 23 de Junho de 2006.

Marcas ibéricas mais valiosas
http://mercadoespanhol.blogspot.com/2006/07/icep-e-marca-portugal.html

26 julho 2006

Espanha versus Portugal

Como já sabemos Espanha é o nosso principal parceiro comercial, mas a balança está muito desiquilibrada para o lado espanhol. No ano passado importámos 15,1 mil milhões de euros do país vizinho e exportámos 8,3 milhões mil milhões, o que significa que a taxa de cobertura das nossas exportações foi de 55%. Em termos de exportações crescemos 35,7% e atingimos a sétima posição no ranking dos maiores fornecedores do país vizinho, à frente dos EUA.
A economia espanhola tem sido das mais pujantes da União Europeia nos últimos anos e cresceu em 2005 3,4%. Em termos de PIB per capita as regiões de Espanha apresentam uma disparidade que vai desde 0s 24.584 euros na Comunidade de Madrid até 12.173 na Estremadura. As regiões que fazem fronteira com Portugal encontram-se entre as mais pobres de Espanha, Estremadura, Andaluzia e Galiza. O rendimento disponível bruto das famílias espanholas, é de um modo geral, muito superior ao da generalidade das famílias portuguesas. Apenas Lisboa está ao nível das regiões do Norte de Espanha, incluindo Madrid.
Já no que se refere ao investimento directo espanhol em Portugal, este diminuiu, em termos brutos, de 909 milhões de euros, entre Janeiro e Março de 2005, para 620 milhões, ou seja menos 31,8%. Entretanto, o investimento português em Espanha caiu, em termos brutos, de 147 milhões de euros nos primeiros três meses de 2005 para 134 milhões em igual período deste ano, ou seja menos 9,1%. Em termos líquidos o deseinvestimento português em Espanha acelerou 42%, passando de -41,3% milhões de euros no primeiro trimestre de 2005 para -58,6% milhões nos primeiros três meses deste ano.
Em relação ao número de empresas espanholas presentes em Portugal sabe-se que são cerca de 3000, 287 das quais têm uma facturação anual superior a seis milhões de euros. Estes dados foram disponibilizados pela consultora espanhola DBK, a qual efectuou um estudo em Março último.
Em sentido inverso são mais de 300 as empresas portuguesas a trabalhar em Espanha. No entanto, a entrada de sociedades portuguesas no país vizinho sempre foi difícil. Os empresários têm-se queixado de dificuldades nas privatizações e outros concursos públicos e mesmo na oferta de produtos no mercado do país vizinho, o que levou o anterior Presidente da República, Jorge Sampaio, a lavrar o seu protesto contra essa situação durante uma deslocação a Espanha, em finais de 2003.
O turismo é um dos sectores mais importantes dos dois países. Em Portugal representa 8% do PIB e perto de 10% do emprego. Espanha tinha em 2003 1,451 milhões de camas hoteleiras contra as 246 mil de Portugal. A taxa de ocupação dos estabelecimentos hoteleiros em Portugal é de 39,2% e de 52,7% em Espanha. Os espanhóis são os segundos maiores fornecedores de turistas para Portugal, com 17,1% do total, enquanto que os portugueses em Espanha não representam mais de 3,6% do total de turistas.

Esta informação foi divulgada pelo "Semanário Económico", edição de 23 de Junho de 2006.

O desafio da Península Ibérica é cada vez maior, restando aos portugueses dentro da integração inevitável dos dois mercados, conseguirem ganhar uma identidade própria e conquistar cada vez mais quotas de mercado no país vizinho.

04 julho 2006

ICEP e a Marca Portugal

A imagem de Portugal faz parte integrante da imagem das marcas portuguesas.
Importa saber como é visto Portugal no estrangeiro e fazer com a imagem nacional traga valor acrescentado às marcas sectoriais e empresariais como a Children's Fashion from Portugal.

Com a presença do presidente do ICEP Marques da Cruz, a APPM Associação Portuguesa de Profissionais de Marketing discutiu o progama do ICEP para promover a Marca Portugal, em reunião 29-Junho.

Esta iniciativa é orientada para o aumento de vendas nas exportações de mercadorias e serviços e no turismo. Em 2005 houve diversas sessões de trabalho com especialistas de sectors como turismo, empresas, gastronomia, design & arquitectura, ciência, cultura, mas curiosamente, não com a consultoria.

O projecto inclui também um processo de certificação de marcas portuguesas de qualidade, ao qual podem aderir empresas e associações e aplica-se em todos os sectores incluindo informtática, turismo, moda e gastronomia, entre outras.
Sabores de Portugal criada pela ANJE


Portugal Fashion

As marcas mais valiosas portuguesas estão quase exclusivamente orientadas para o mercado doméstico português, sendo importante aumentar a sua notoriedade a nível internacional.


E como avaliar o próprio ICEP como marca portuguesa no mundo?

Oxalá que os potenciais clientes e investidores estrangeiros "lá fora" estejam menos baralhados do que nós "cá dentro".
Com as descontinuidades recentes, a integração de serviços partilhados com o IAPMEI e o Fundo de Turismo, a cisão e/ou fusão com a API, valha-nos felizmente o bom profissionalismo das delegações do ICEP em Bruxelas, Madrid, Luanda, Maputo (para mencionar as que conhecemos melhor). O ICEP é claramente uma marca com valor.

A instabilidade institucional desta importante organização comercial pode estar a criar alguma incerteza junto dos clientes, investidores e outras Partes Interessadas (stakeholders): exportadores portugueses, operadores do sector HORECA em Portugal (hoteis e restaurantes), de museus e outras atrações turisticas, e de investidores estrangeiros interessados em Portugal.

Voltando à marca Portugal, Espanha lançou uma campanha semelhante "España Marca" há quase uma década.

...enquanto uns baralham, ... outros dão cartas...

Contactos www.icep.pt/
e-mail ICEP

03 julho 2006

Espanha entre 10 países com maior número de ricos

Segundo notícia divulgada pela Agência Lusa dia 20 de Junho de 2006, Espanha entrou pela primeira vez no grupo dos 10 países com maior número de ricos, contando com mais de 148 mil pessoas com activos superiores a um milhão de euros. De acordo com o Relatório sobre a Riqueza do Mundo, publicado pela Merrill Lynch e pela Capgemini, o número de espanhóis com património elevado aumentou 5,7 por cento em 2005, o segundo maior crescimento da Zona Euro depois da Áustria.





Amancio Ortega, o dono da Zara, é considerado o homem mais rico
de Espanha, segundo a revista Forbes (foto: El Mundo)

Este exclusivo grupo de "nações de ricos" é encabeçado pelos Estados Unidos, com 2,67 multimilionários, a que se segue o Japão (1,41 milhões), a Alemanha (767 mil), Reino Unido (meio milhão), França (367 mil), China (320 mil), Canadá (232 mil), Itália (198 mil), Suíça (191 mil) e Espanha (148 mil).
A alimentar a criação de riqueza estiveram, segundo o relatório, os fortes ganhos na bolsa - pelo terceiro ano consecutivo - e o crescimento da economia mundial, onde o sector imobiliário foi um dos mais dinâmicos.
África foi a região do globo onde o número de ricos mais aumentou - 11,7 por cento -, seguindo-se o Médio Oriente (9,8 por cento), América Latina (9,7 por cento) e a Ásia e Pacífico (7,3 por cento).
Na América do Norte o crescimento foi de 6,9 por cento e na Europa de 4,5 por cento.
O relatório hoje divulgado prevê que a riqueza financeira controlada pelos mais ricos do planeta possa atingir os 44,6 mil milhões de dólares em 2010, com uma taxa de crescimento anual de cerca de seis por cento. A maior parte - 14,5 mil milhões de dólares - estará nas mãos de multimilionários da América do Norte.

Analisando a boa performance da economia espanhola nos últimos anos e o aumento do pib per capita, é fácil perceber o motivo pelo qual Espanha aparece entre o grupo dos 10 países mais ricos do mundo.
http://es.news.yahoo.com/videos/espana-paises-mas-ricos.html
http://www.elmundo.es/mundodinero/2006/06/20/economia/1150813601.html

21 junho 2006

Espanha faz crescer exportações portuguesas

De acordo com notícia divulgada no "Jornal Expresso- Caderno de Economia", edição de 17 de Junho de 2006, os mercados de Espanha, Estados Unidos, Angola e China(mais Singapura) estão a fazer crescer 10,3% as exportações portuguesas. Estas atingiram €2,2 mil milhões e estão a crescer a uma taxa de quase 25% nos quatro primeiros meses do ano, puxadas sobretudo pela venda de tecnologia intermédia e por produtos petrolíferos refinados - ao passo que as exportações de vestuário e calçado continuam em queda. O excelente comportamento das exportações portuguesas nos primeiros seis meses de 2006 deve-se essencialmente ao comércio extra-comunitário, que cresceu 27,5% entre Janeiro e Março contra apenas 6,5% do intracomunitário. Segundo dados do ICEP, Portugal exportou mais €450,8 milhões nos quatro primeiros meses do ano para fora da União em relação ao mesmo período do ano anterior. No total, as exportações extracomunitárias cifraram-se em €2,2 mil milhões no peírodo Janeiro-Abril. No primeiro trimestre do ano, as exportações portuguesas totais cresceram 10,3%, atingindo €8,2 mil milhões, mais €774,4 milhões que em igual período do ano anterior. Por mercados, Espanha é o nosso maior cliente, com o dobro das compras de França, que vem em segundo. Seguem-se Alemanha, Reino Unido, EUA, Itália, Holanda, Bélgica, Angola e Singapura. As vendas para Espanha estão a crescer a uma taxa de 12,8%, enquanto para os outros 23 países da UE só aumentaram 3%.
Exportação portuguesa é mais «high-tech»
http://www.planotecnologico.pt/index.php?page=4
http://www.portugalvirtual.pt/0/305031dat1.html

14 junho 2006

Portugal ganha centro logístico em Madrid

Até 2010, todas as mercadorias destinadas a Espanha que cheguem a Portugal, serão conduzidas para um novo centro logístico dedicado a construir em Móstoles, uma localidade nos arredores da capital espanhola. Este Hub será o primeiro resultado da parceria estabelecida entre a Administração do Porto de Lisboa (APL) e a Madrid Plataforma Logística (MPL), seguindo-se o Porto de Leixões e de Sines.
Com esta parceria, inicia-se a aproximação do Porto de Lisboa às estruturas logísticas instaladas em torno de Madrid, que através da MPL se pretendem tornar na maior "plataforma logística intermodal" do Sul da Europa, com 450 hectares de dimensão e uma vocação comercial com a América Latina e o Norte de África.
Falta no entanto criar algumas infra-estruturas relativas ao transporte transibérico, nomeadamente a electrificação de alguns troços e a construção da ligação ferroviária Évora-Badajoz, prevista desde 1998, para que o fluxo comercial entre as duas capitais seja optimizado.
De acordo com a MPL, a actividade comercial de Madrid, numa área de influência de 6 milhões de habitantes, representa 17% da economia espanhola, movendo 300 milhões de toneladas de mercadorias por ano. Em 2005, a actividade económica local cresceu 4%, assegurando um PIB per capita que é 30% superior à média europeia e a criação de 150 mil postos de trabalho. Nos próximos anos, a riqueza da região crescerá sempre acima dos 3%.
Plano Estratégico Portugal Logístico

12 junho 2006

Bancos Espanhóis mais eficientes da Europa

Segundo notícia divulgada no "Semanário Económico", edição de 9 de Junho de 2006, os bancos portugueses são ineficientes quando comparados com os seus concorrentes espanhóis, quando se analisa o rácio de custos sobre os proveitos, (cost-to-income). Os melhores cost-to-incomes indicam que os bancos espanhóis como o Popular, o BBVA, o Banesto, o Bankinter, o Sabadell, o La Caixa e o Santander têm uma ampla margem de manobra para baixar a receita numa estratégia de conquista de clientes, enquanto que bancos menos eficientes como os portugueses não podem investir mais no crescimento ( a falta de dimensão é crucial).
Com este cenário, os bancos portugueses têm dois tipos de problemas: por um lado não vão ter capacidade para competir com os bancos espanhóis em Portugal e por outro são alvos apetecíveis para tentativas de aquisição. Com o aumento da concorrência, os bancos portugueses não podem deixar de investir na tentativa de conquistar quota de mercado. Na lista de bancos portugueses, só o Totta (que pertence ao Santander) tem um cost-to-income abaixo de 50%. De resto, o BES tem um rácio de custos sobre receitas de 56%; o BPI de 56,3% e o BCP de 59,9%. A CGD é o pior dos grandes bancos nacionais com 63,2%. Os bancos menos eficientes da Europa são os holandeses, os alemães, os franceses e os gregos.
Os bancos portugueses deveriam aumentar a sua dimensão para diminuir os custos unitários, e obter um melhor rácio de custos sobre proveitos, conseguindo assim aumentar o número de clientes e fazer face à competitividade dos bancos espanhóis.
Asociación Española de Banca (AEB) http://www.aebanca.es/

28 maio 2006

Logística em Espanha

Segundo informação divulgada no "Jornal Expresso- Caderno de Economia", edição de 27 de Maio de 2006, as empresas de logística portuguesas presentes no Salão Internacional de Logística, que decorreu em Barcelona entre 23 e 26 de Maio (o maior a nível europeu) foram apenas Porto de Leixões, Luís Simões, Tracar, Efacec e Castel- a maior editora de anuários sobre os diversos sectores.

Tal como acontece noutras áreas de negócio a presença portuguesa deve ser reforçada neste tipo de eventos, constituindo os mesmos uma oportunidade de penetração no mercado espanhol, que é o nosso mercado prioritário.
A Bélgica ocupa o primeiro lugar do ranking das melhores localizações europeias para instalar plataformas logísticas, segundo o estudo European Distribution Report 2006 da consultora imobiliária global Cushman & Wakefield Healey & Baker. Depois da Bélgica estão a França, seguida pela Holanda e República Checa. Portugal ocupa o 12.º lugar, à frente de Rússia, Suécia e Espanha.
"Visita do Conselheiro Económico da Comunidad de Madrid a Lisboa" (Embaixada de Espanha)
A Ministra da Vivienda , numa recente visita a Lisboa e o Ministro das Obras Públicas acordaram impulsionar a plataforma logística Elvas-Badajoz com a aportação de 150 millões de euros.

12 maio 2006

De olhos postos no Mercado Espanhol


O mercado natural das empresas portuguesas não é apenas Portugal, mas sim a União Europeia, começando por Espanha, que com os seus 42 milhões de consumidores é uma das seis economias mais importantes da Europa.

O mercado espanhol representa mais de 85% do poder de compra ibérico. Basta olhar para a balança de pagamentos de Portugal para perceber a importancia comercial do país vizinho para os produtores portugueses que necessitam conquistar cada vez mais clientes espanhois.

01 maio 2006

Restauração mais barata em Espanha

De acordo com notícia publicada no Jornal de Negócios- 26 de Abril de 2006, os restaurantes da raia portuguesa têm vindo a fechar devido a alegada falta de competitividade face aos estabelecimentos espanhóis, em matéria fiscal, laboral e de conjuntura económica, segundo refere o secretário-geral da Associação da Restauração e Similares de Portugal (ARESP). Esta situação verifica-se em Bragança, Vilar Formoso e nalgumas zonas raianas do Alentejo. Para os empresários do sector as razões para a crise no sector são, o IVA mais elevado, a crise económica, a necessidade de contenção no consumo de bebidas alcoólicas e a falta de inovação empresarial.

Os consumidores portugueses estão a optar cada vez mais por comprar em Espanha bens alimentares, gasolina, tabaco e restauração. O Iva é mais baixo e a oferta espanhola tem uma boa relação qualidade-preço. Os restaurantes nacionais têm que lutar para reconquistar clientes, inclusive visitantes espanhois, a fim de invertir esta tendência sob pena de continuar a perder clientes para Espanha, como já tem acontecido noutras áreas de negócio.

A ARESP vai apresentar publicamente, no dia 28 de Junho, o estudo "A Competitividade do Sector da Restauração e Bebidas de Portugal, face a Espanha”.

Portugal liderou exportações para Espanha no início do ano

Segundo notícia divulgada pela Agência Lusa- 25-Abril-06, de acordo com informação facultada pelo Ministério espanhol da Indústria, Turismo e Comércio, Portugal foi o país da zona Euro que registou maior aumento nas suas exportações para Espanha, que cresceram 42,5% em Janeiro e Fevereiro face a igual período em 2005. As exportações para Espanha ascenderam neste período a 1.585,2 milhões de euros, o que representa 4% do total de importações espanholas. No mesmo período as vendas espanholas a Portugal caíram 1,3%, para 2.296,1 milhões de euros.

Este é um bom indicador para os empresários portugueses, reflectindo uma maior presença portuguesa no mercado espanhol e contribuindo para um maior equilíbrio da balança comercial Portugal-Espanha.
http://jn.sapo.pt/2006/04/26/economia_e_trabalho/portugal_aumentou_exportacoes_para_e.html

25 abril 2006

Administradores ganham mais em Portugal

De acordo com um artigo publicado no Jornal de Negócios de 24 de Abril de 2006, os administradores de empresas cotadas na Bolsa Nacional, ganham, em média, 416 mil euros por ano. Em Espanha, apesar das empresas lucrarem mais e terem um valor de mercado quase nove vezes superior, a remuneração média não passa dos 400 mil euros.
Trabalhar na Banca é sinónimo de maiores remunerações, quer em Portugal, quer em Espanha.
Em Portugal, O BCP surge destacado com mais de 31 milhões de euros de remunerações. Do outro lado da fronteira, o Santander e o BBVA são os que pagam mais.

No ano passado, os lucros das cotadas portuguesas do PSI-20 subiram 85% e os salários das respectivas administrações cresceram 8%, em comparação com os 6,3% das empresas que cotam em Espanha. No entanto, o aumento verificado nas remunerações dos gestores de empresas portuguesas ficou muito aquém do aumento dos lucros conseguidos pelas cotadas em idêntico período.

http://es.biz.yahoo.com/10042006/4/economia-empresas-empresas-cotizadas-aumentaron-40-72-beneficio-2005-38.html

11 abril 2006

Portugal à frente da Espanha em clima laboral

Segundo publicou a revista "Exame" na edição de Março de 2006, a Esade Business School de Barcelona através do seu Instituto de Estudos Laborais (IEL), realizou um estudo acerca de clima laboral na União Europeia, situando-se Portugal neste estudo à frente da Espanha.
A camaradagem entre colegas, a igualdade de oportunidades, o orgulho de pertença à organização, as boas práticas de recursos humanos e a credibilidade das chefias são dimensões em que os trabalhadores portugueses pontuam positivamente, situando-se Portugal numa posição acima da média dos países da União Europeia (UE). Este estudo teve como base, dados colhidos em 14 países da União Europeia, excluindo o Luxemburgo, entre 2003 e 2005.

Se a produtividade está relacionada com o clima que se vive nas organizações, porque é que, em termos de produtividade, Portugal continua na cauda da Europa?

Ou será que algumas empresas portuguesas estão mais viradas para os colaboradores do que para os clientes ?

Estudo "Work Climate and Employment Relations in the European Union"

06 abril 2006

Ibéria atinge 10,6% da receita mundial de Turismo


Portugal e Espanha atingiram cerca de 54 mil milhões de euros de receitas de turismo, em 2005, segundo referiu a Secretaria de Estado do Turismo.
Os dois países vão realizar acções de promoção turística conjunta nos mercados do Brasil e EUA e têm como objectivo captar mais turistas.
O projecto conjunto será apresentado na quinta-feira no Encontro Luso-Espanhol de Turismo que conta com a participação dos secretários de Estado do sector de Portugal e de Espanha.
A promoção da Península Ibérica aproveita a proximidade geográfica dos dois países, "ampliando a oferta turística e cultural".

Portugal pode captar uma importante fatia de turistas que visitam Espanha (segundo maior destino turístico do mundo), com uma oferta variada para que este maximizem a sua visita.

http://www.iturismo.pt/
http://portugal-e-espanha.blogspot.com/

Exportar é necessário



O economista António Borges defende apoio urgente às empresas portuguesas exportadoras num seminário em Vila do Conde sobre casos industriais de sucesso em Portugal, "Nos últimos dez anos o país tem vindo a seguir uma política dominada pelo estímulo da despesa e do endividamento, o que tem discriminado todo o sector transaccionável e exportador".
As empresas que tentam entrar no mercado externo estão desamparadas e necessitam de uma política económica mais equilibrada. Paralelamente, o investimento é mal conduzido ou mal aproveitado, podendo ser canalizado para outras áreas.
O Vice-presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP) Couto dos Santos frisou que "É através da indústria que podemos exportar e que o país pode crescer".

Para exportar, é necessário investir no conhecimento dos mercados alvo. Segundo um artigo de Mariana Abrantes de Sousa na revista Economia Pura, Nov/Dez 2005, "O sucesso comercial das exportações espanholas em Portugal baseia-se num forte conhecimento do nosso mercado". No entanto o primeiro Congresso de empresas exportadoras teve lugar apenas em 2005.

01 abril 2006

MBA´s em Espanha


Em 2005, foram 62 os portugueses que decidiram tirar um MBA em Espaha, no IESE Business School e no Instituto de Empresa (IE), duas das 20 melhores escolas do mundo nesta especialidade.
Tanto no IE como no IESE, apenas 15% dos alunos de MBA são espanhóis.
25% dos planos de negócios feitos nas aulas pelos alunos de MBA do IE dão origem a empresas «start-up».
Ver Expresso Caderno Emprego, 18mar06
Fazer um curso em Espanha é uma óptima forma de conhecer melhor o exigente mercado espanhol.

24 março 2006

À Conquista do Mercado Espanhol

A performance de Portugal no “mercado ibérico” tem de ser vista em termos do impacto no PIB e no rendimento nacional, focando todas as atenções na competitividade e na quota de mercado dos produtos e serviços portugueses. Mais precisamente, trata-se de aumentar as exportações para Espanha, de cativar mais os turistas espanhóis e de atrair mais investimento produtivo espanhol para Portugal.